“Causo” de rua

CASA Bodisatva

por Paty Silva Cacciatore
(originalmente publicado em sua página pessoal do Facebook)

Vou contar mais um “causo” de rua.

Ontem esperando uma conexão no meio da Sé, um homem franzino e falando bem baixinho me chamou, quase que sussurrando. Cachaçado em alto grau, mal conseguia ficar em pé. Às vezes eu o segurava pela gola da jaqueta, em outro momento escorava ele num poste. Chamei-o de caranguejo também kkkkkkk.

Ele não queria dormir na rua naquele dia. Tinha no bolso encaminhamento para o Complexo Prates (Cracolândia). Não queria ir para a Luz, tinha medo de se perder. Me ofereci para acompanhá-lo no local que o atenderam, vai que alguém o ajudava melhor que eu. E ele chorava, falava que estava machucado. Um dos braços parecia não ter por completo.

Vamos, não vamos, e o tempo passava. Lembrou-se que era seu aniversário. Dizia – Hoje é dia 2 de agosto, quarta?…

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“Causo” de rua

via “Causo” de rua

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Morada da depressão

Como podemos ajudar? Se pensarmos nisso, acredito, estarmos levando o Templo além de sua murada; e aqueles de nós que, de alguma forma, passam necessidades menos adversas poderiam pensar, rezar, que a miséria que vemos nessa matéria do Conexão Bodisatva sobre a Cleusa fosse exaurida, como diz Kyabje Dilgo Khyentse Rinpoche (DKR) em A Essência da Compaixão – as 37 Práticas do Bodisatva (edição Makara) ” por meio de nossa própria pobreza” ou adversidade.

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Ensaio fotográfico

Um trabalho maravilhoso dessa turma que, silenciosamente, vem ajudando a tantas pessoas sofridas. Vale a pena acompanhá-los e, quando possível, também ajudar do jeitinho que cada um pode.

Conexão Bodisatva

Se eu disser que há tempos não passava uma tarde tão gostosa como a que passamos na casa da Fabiana, no Moinho, talvez você ache que estou forçando a barra ou, no mínimo, exagerando. Mas não estou, não. Foi gostoso mesmo.

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A bem dizer, até então eu só havia encontrado a Fabiana uma única vez, no dia em que a ajudei a empurrar sua pesada carroça (ver post). Desde então, vez ou outra trocamos mensagens pelo WhatsApp: às vezes sou eu que me lembro dela, às vezes é ela que se lembra de mim. Sem o tradicional (e chato) “você sumiu… se esqueceu de mim?”, compartilhamos sempre a alegria do reencontro, mesmo quando só trocamos uma piadinha ou um “durma bem, amiga”.

Desta vez foi ela quem se lembrou de mim, pedindo alimentos e fraldas. Ela nunca havia me pedido nada, mas como me explicou em seguida, “a…

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Generosidade e o Retiro de Powa: Generosity and the Powa Retreat

Que bom rever este artigo.

blogsattva

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Certa vez, ainda menino, meu pai me contou ter pego meu avô desavisado, pertinho da morte, a contemplar e a olhar, meditativamente, sentado em sua velha poltrona, a palma de sua mão. E perguntou-lhe: “pai, no que pensa? — Penso sobre a generosidade, das virtudes a mais difícil de ser praticada”. Pouco tempo depois, veio a falecer.

Once while still a boy, my father told me to have caught his father ill-advised, near his death, contemplating the palm of his hand in meditation, sitting in his old armchair. And put him a question: “What are you thinking,  father? — I am thinking about generosity, of all virtues, the most difficult to be practice”. Some time later, he passed away.

Hoje, como budista, passei por um retiro de POWA, maravilhoso, no Khadro Ling, onde aprendi coisas especiais sobre a morte…

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Filhos em férias. E agora?

O grupo Conexão Bodistava é um grupo de apoio aos necessitados de rua que precisa de nossa ajuda. Procure no Facebook por essa comunidade e tente ajudar. Afinal, faz parte de nossa prática mergulhar no Samsara de cabeça independentemente de nossas preces. Vai fundo, seja amigo dos amigos dos moradores de rua. Quem teriam sido eles em vidas passadas e que quem serão eles em vidas futuras?

Conexão Bodisatva

Parques lotados, shoppings lotados, cinemas lotados, praias lotadas… e caras. Muito caras. Os olhos da cara.

Um passeio de férias não precisa ser complicado. Muito menos precisa ser comprado.

Perto da sua casa deve haver alguma comunidade que talvez você costume passar meio batido. Ela pode ser meio feinha, com as casas um pouco remendadas, às vezes um tanto empilhadas. Casas sem tinta, sem enfeites, sem jardim. Ela pode dar um pouco de medo, ou até mesmo muito medo, e por isso mesmo você costuma evitar aquela área, porque muitas vezes a gente evita e tem medo daquilo que não conhece.

Mas, acredite, uma visitinha ali pode ser um passeio mais do que interessante. Pode ser emocionante, enriquecedor, gratificante e… cheio de novos amiguinhos!

Foi assim que Tin Tin e seu irmãozinho Luiz curtiram uma deliciosa tarde de férias.

Bastou uma sacolinha com alguns brinquedinhos, alguns desses que a gente…

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A recepção à Lama Tsering e Lama Norbu seguiu a noite: The reception for Lama Tsering and Lama Norbu continued at night

Antes de falarmos da continuidade das festividades, houve por bem, da parte de nossos editores, apresentar, ainda, algumas entrevistas interessantes de nossa Sangha sobre a alegria do retorno de Lama Tsering e Lama Norbu ao Odsal Ling (www.odsalling.org) [Before returning to the continuity of the festivities, our editors decided to leave on this post some additional interview of our Sangha about their bliss and happiness with the return of Lama Tsering and Lama Norbu to the Odsal Ling (http://www.odsalling.org)]. Então vamos lá curtir um poucquinho mais [so let us enjoy a bit more].

Mais entrevistas com Andréa e Ana Paula[more interviews with Andre and Ana Paula] siga o link [follow the link]

E, por fim, uma entrevista final com um lindo cenário de uma bela estátua, entre tantas, existentes no Odsal Ling, [And a final interview with a nice background of a beautiful statue among so many existing on the Odsal Ling]. 

A recepção para nossos Lamas, continuou noite a dentro, no fim de semana seguinte. Lama Tsering e Lama Norbu, depois de um merecido descanso, retornaram ao local da festa que se preparava para romper. [The reception to our Lamas continued on through the night of the following week on Saturday. Lama Tsering and Lama Norbu, after a deserved rest, returned to the location where the party was ready to start].

A FESTA – THE PARTY

Lama Tsering, Lama Norbu, Maria Ruth e Jaque.

Lama Tsering, Lama Norbu, Maria Ruth e Jaque.

Tivemos uma apresentação maravilhosa indiana, com representações de danças tradicionais da Terra original do Buda Shakyamuni. Depois, a pedido de uma de nossas mais tradicionais praticantes, foi apresentado um balet com uma música maravilhoso, que passamos adianta e uma linda reverência:

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E por fim o pop e a dança alegram o final desse grande dia, impermanente, sim, mas de uma felicidade sem precedente. Afinal, nossos Lamas estão de volta ao Odsal Ling.

[And thus the pop and dance fire up the show the this great day, impermanent, no doubt, but of umprecendent happiness. After all, our Lamas are back to the Odsal Ling.

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Lama Tsering - Welcome - Bem vinda

Lama Tsering – Welcome – Bem vinda

Lama Norbu - Welcome - Bem Vindo

Lama Norbu – Welcome – Bem Vindo

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