(im)permanência – ou Cavernas da Fé

Quem me chamou a atenção para a reportagem no site da National Geographic foi a Ana Ban, tradutora voluntária no Senhor da Dança, que postou o link no Facebook.

As cavernas de Mogao, na rota da seda (Silk Road) são repletas de imagens de Buddhas – e são também conhecidas como as Cavenas dos 1000 Buddhas. Separei três das fotos que mais me impressionaram e algumas passagens do texto. Mas sugiro que vejam todas as fotos aqui e leiam o texto completo aqui.

As imagens foram esculpidas entre os séculos 4 e 14 e hoje são reconhecidas como um dos grandes acervos da arte budista no mundo. Pelas contas da National, são 1,600 anos de história. Das 800 cavernas, 429 são decoradas com murais num espaço 40 vezes maior que a Capela Sistina.

Uma das frases que mais gostei no texto é a que diz: “But the miracle of the Mogao caves is not their impermanence but rather their improbable longevity”. (O milagre das cavernas de Mogao não são a sua impermanência, mas sua pouco provável longevidade.)

Desde 1963 a historiadora Fan Jinshi está à frente das cavernas-relíquia. Ela começou com 23 anos e hoje tem 71 aos – 47 anos de dedicação ao patrimônio. O dilema atual de Fan é conservar as cavernas enquanto elas estão sendo expostas a turistas. Ao mesmo tempo que isso traz recursos, a simples respiração dessas pessoas – cerca de meio milhão de visitantes em 2006 – pode causar estragos. Uma visita virtual parece ser o caminho que vem sendo buscado pela equipe de Fan.


(Repare logo acima nos pemas (flores de lótus) já desgastados pelo tempo, mas iguais aos que ainda hoje pintamos no Odsal Ling. Vide o post do Thiollier.)

Sempre me impressiono com a imensidão sábia e histórica do Budismo. E mesmo não sendo nesta vida que tomarei conhecimento (ou sequer contato) de tudo, graças a uma linhagem pura e a um Guru infalível, sei não poderia estar em melhores mãos.

Para informações mais precisas, dirijam-se às fontes originais linkadas acima.
Eventuais erros de interpretação ou tradução são meus.

Anúncios
Esse post foi publicado em Budismo, Fotos, Mogao, Relíquias e marcado , , , . Guardar link permanente.

4 respostas para (im)permanência – ou Cavernas da Fé

  1. Pingback: Cavernas dos 1.000 Budas | blogsattva

  2. Lene disse:

    Poder ver nem que seja por fotos é uma benção…sempre me emociono qd vejo a grandiosidade não apenas dos monumentos, mas especialmente da delicadeza e da energia amorosa que emana deles. Hoje tava precisando sentir tudo isso e seu blog “caiu” em minhas mãos do “nada”, vindo parar em minha caixa de email. Só posso agradecer a oportunidade de aqui estar e registrar…grata.

  3. Clarice disse:

    Obrigada por partilhar esse artigo tao incrivel.
    Ao ver essas imagens tao impressionantes, parece que a presenca dos seres iluminados que as inspiraram continua presente e fresca. Me pergunto se esses lugares sagrados teriam sobrevivido a revolucao cultural caso nao estivessem tao estrategicamente localizados para geracoes futuras.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s