Sobre os laços que nos unem…

Existe um laço de amor entre membros de toda família, seja ela grande ou pequena. Mesmo que existam desentendimentos, o que prevalece e nos mantém unidos é esse laço de amor que nos envolve.

Viver o dia a dia no templo convivendo em comunidade se parece um pouco como viver em família, pois aqui também existem as discussões e atritos, mas também existe esse laço de amor e preocupação uns com os outros. Existem também aquelas tias-avós queridas que estão sempre prontas para nos aconselhar no caminho. 🙂

No entanto, acredito que o que faz esse papel de nos manter unidos aqui seja a extensão das bênçãos, do amor e da compaixão dos Lamas, que atinge a todos sem distinção.

Mas confesso que é difícil expandir esse círculo e incluir não somente os staffs e moradores, mas a todos que frequentam o templo, sempre lidando com as emoções que surgem de acordo com as dificuldades que enfrentamos. Particularmente percebo isso enquanto estou na secretaria do templo e tenho que lidar com as mais variadas situações.

Não é fácil vigiar minha mente a ponto de não causar nenhum mal estar nas pessoas dessa grande “família”. Tento trabalhar a compaixão, mas é difícil lidar com os mais diferentes egos, especialmente aqueles que acreditam ter mais importância que outros.

Também não quero julgar ninguém, pois nunca se sabe como cada um era antes de começar a trilhar seu caminho, mas o meu maior receio é não saber contornar algumas situações ou de me perder, e desse mesmo modo, deixar o ego suplantar todo o esforço.

Estar num templo já é uma benção que nos ajuda a observar nossos próprios pensamentos, mas não é fácil lidar com as emoções quando elas chegam de forma a saber seguir pelo caminho que possibilita liberá-las, principalmente sem deixar que nos envenenem…

Pois esse caminho que parece tão óbvio e que tem um objetivo tão claro para alcançar, pode se mostrar uma trilha sutil, fácil de se perder.

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4 respostas para Sobre os laços que nos unem…

  1. Tatiana disse:

    Oi Fábio!
    Identifico-me bastante com suas palavras. Não saber contornar situaçãoes e se perder no caminho são coisas bem fáceis de acontecer. Deve ser por isso que são vidas e vidas no caminho……… Mas o mais importante nós já temos: – A vontade de superar os obstáculos. Isso nos dá força e move montanhas!!!!!
    Usando a sabedoria budista:”Use esses momentos para treinar sua mente”
    Abraço carinhoso em toda a sangha!

  2. Elizabeth Santos disse:

    Fábio, querido amigo vajra
    Lembre-se que cada um de nós está em um momento e preso, ainda, a um ponto mental. Só isso.
    Respire!!! Libere sua mente!
    Curta esses momentos preciosos no Gonpa.
    bjsssssssssss

  3. rigpa disse:

    ” Ao avistar as outras pessoas, pense que será por intermédio delas que você chegará ao estado búdico. Assim veja-as com um coração aberto e amoroso.” Shantideva

    Força Fábio, o mais difícil sempre será lidar com pessoas!

  4. Elizabeth Santos disse:

    Fábio,
    Eis o ensinamento-resposta:
    Livro O Tibetano Viver e do Morrer – Sogyal Rinpoche – p. 198.

    bjs

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