Saudade de meu Templo, saudade de minha Lama

Tive a oportunidade rara de participar do Retiro de Mahamudra com Phakchok Rinpoche. Foi um oceano de ensinamentos. De tudo, uma frase ficou marcada em minha mente sobre os fenômenos do samsara. E ele disse: aceite-os “not too happy, not too sad“.

Tenho tido enorme saudades de meu templo, o Odsal Ling, e de minha Lama, Lama Tsering.

LamaTsering: clareza, presença e felicidade

Digo isso porque sinto profundamente a tentativa de meu Eu (e claro do “Outro”) expelir-me de minha conexão com tudo aquilo que me liga ao meu mundo no Dharma. Coisas incríveis têm acontecido, vindas das 10 direções. Só que para minha surpresa, desta feita, não são elas encantadas pelo Kharma positivo, aquele que não nos deixa deixar de deixar de ir lá, de estar lá, de viver lá, mesmo que fisicamente longe de lá, mas cada parada nos faz pensar estar lá.

Não se trata aqui de uma confissão pública, mas de expor aos leitores o que tantos devem ter passado ao longo dos anos, ou mesmo aqueles que presentemente vivenciam situação semelhante. Não sei bem como fazer, como agir, como manter a visão pura e minha presença alerta em direção ao Dharma, ao Odsal Ling. As flechas vêm de todos os lados, só que, diferentemente do Buddha Shakyamuni, elas ferem…

Pois bem, ontem escrevi no Facebook algo que sentia profundamente no meu coração porque vinha da saudade do meu Templo e da minha Lama, da minha incapacidade de estabilizar a mente, de me embuir na prática e encarar as flechas como flores, mesmo que flores não fossem; de receber tudo isso “not too happy, not too sad“…

Recebi tantos emails que decidi publicar aqui no Blogsattva esses escritos, pois talvez seja esse, sim, o forum onde deveriam ter sido postados inicialmente. Interessante: os emails que recebi sobre o texto, falavam em “profundo”, vacuidade, “not too happy, not too sad” e tantos outros comentários.

Assim, aqui segue o texto que lá postei e que cada um use de sua interpretação. E se servir para beneficiar alguém, ficarei feliz, mesmo que expondo minha fragilidade (e que assim todos possam se beneficiar):

Há tempos para amar, há tempos para refletir, quem sabe até sorrir… mas há tempos que sofrer pode até nos trazer, nos mostrar, um tempo para amar, um tempo para rir, um tempo que não fala, um tempo para achar, que de fato não se está aqui e tão pouco se está lá. – Marcelo Thiollier, em 09/12/10. 

Mudras que nos sustentam

Mudras que nos sustentam

 

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Sobre Marcelo Thiollier

No caminho, felicidade tem outro nome. On the path, happiness has another name.
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24 respostas para Saudade de meu Templo, saudade de minha Lama

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  2. rigpa disse:

    Sabe Marcelo também tenho sofrido umas “flechadas” e nesses momentos de crise algo que me inspirou muito foi um trecho da sadhana da prática concisa de Tara Vermelha:
    ” vou confiar em você como minha única fonte de refúgio e proteção”! Nesses momentos de confusão o melhor mesmo é tomar refúgio e pedir proteção para que não sejamos carregados por emoções e pensamentos negativos.

    Se agarra na prática!! Pois ela é o vínculo mais forte que temos com nossos Lamas e é nossa tábua de salvação na morte e nos momentos difíceis desta vida.

    Coragem Guerreiro!

    abraço, feliz Natal

  3. Obrigado pelas palavras de incentivo e carinho. Tocaram-me muito. Feliz Natal para você, também e um Feliz 2011.

  4. Ariany disse:

    Marcelo, lembrei de um momento meu. Certa vez, estava triste no corredor da faculdade, decepcionada e pensativa. Um colega de classe, mais velho, que é pastor quis me consolar com piadas do tipo “ele volta”, sem saber o motivo da mnh tristeza. Eu não sorri ao comentário infame daquele que eu esperava me dizer algo mais sábio. Sem graça, disse que eu não deveria estar triste, como se isso tbm fosse me consolar, então eu respondi dizendo que para a felicidade deve antes haver a tristeza. Algo assim, não me recordo bem das palavras, só o sentido. Ele ficou surpreso e me disse ser uma boa resposta. Na verdade, é um mecanismo de defesa meu o pensamento positivo, a esperança, pq me dá muita força para prosseguir e resolver o problema. Sem paciência para conversar, deixei o local.
    No final da adolescênica é que entendi que a felicidade sempre vem dps de um momento muito difícil e sofredor. A cada obstáculo há uma nova chance de ser feliz!

    Bjs

    • Ariany:

      Que palavras tão lindas, que encantam, apoiam e demonstram a força da Sangha para com os seus pares. Acredite, acordei muito cedo esta manhã, pelas 4:30 já estava andando de um lado para o outro. Vi meu celular e fui checar mensagens. Encontrei a sua. Conforme lia suas palavras de tamanho carinho, senti lágrimas ofuscando a minha visão, escorrendo de meus olhos. Secava-os e pensava, com todo esse carinho a minha volta tenho que me esforçar mais para lutar contra o meu Eu (e o meu “Outro”). E acredite: estou de saída para Odsal Ling para fazer a prática de Vajrakilaya, agora às 18:00 hs. Muito obrigado por ser você e me olhar por meio desse meu escrito, onde disse o dito e o não dito, mas que você compreendeu profundamente tanto um, quanto o outro. Que o mantra de Tara sempre circunde seu coração e de seus entes queridos. Bjo

  5. Nair disse:

    Marcelo! Fiquei muito emocionada ao ler o seu post sobre o fato de que por circunstâncias do karma estar longe do Templo, longe da Lama. Devido ao fato de minha mãe estar doente eu não posso e não sei quando poderei ir novamente ao Kadro Ling fazer um retiro, ou algo parecido, e isso me deixa muito mal. Pois o Kadro Ling (o darma) representa o sentido da vida para mim.Representa a luz na escuridão que é a vida mundana. Agora sei que não sou só eu que não consigo ter a minha vida totalmente direcionada.Pois todos só dizem tudo o que a gente quer consegue. Só que há coisas que não dependem só da gente. Obrigada por compartilhar se desabafo. Obrigada ao Rigpa pelo conselho: “Se agarra na prática” que lhe deu, serviu para mim, vocês não fazem idéia de como eu estava perdida no momento sem saber o que fazer. HOJE através desse blog nosso amado mestre Chagdud Rinpoche me deu uma resposta, esclarecimento que pedi muito ontem. OBRIGADA A TODOS!!!

    • Nair, eu que tenho que lhe agradecer, pois seu comentário também me mostrou que não estou sozinho. Não é atoa que a Sangha é o corpo do Budha, do Lama. Obrigado e minhas aspirações de melhoras a sua mãe estejam sempre em sua mente, pois estarão a todo tempo no meu coração.

  6. Ana Luiza disse:

    Oi Marcelo.
    Lembrei de uma vez que fui até a Lama Tsering chorando e contando coisas da minha “vidinha”… disse a ela: “…ta tudo tão difícil que não sei se consigo suportar… pensei que eu era mais forte, que minha capacidade de amar fosse maior…” ela simplesmente disse: “- Quem te disse que seria fácil?”
    Calei imediatamente. Nunca ninguém tinha me dito que seria fácil… porque cargas d’água eu me agarrava àquela idéia??? Mergulhei nesta pergunta… as respostas me libertaram.
    Obrigada por compartilhar.

    • Ana, você ne fez lembrar desse comentário da Lama Tsering. E é verdade, quem disse que seria fácil. Eu sou um baby-Buddha, aliás acho que estou ainda um estágio antes disso, quem sabe ainda estou no óvulo, no aguardo de me tornar um baby-Buddha. Mas refletir sobre esse comentário da Lama Tsering é e foi muito importante. O difícil parece ser enfrentá-lo. Mas com a ajuda de tantas pessoas e com meu próprio esforço e vontade de vencer, sei que vou superar. Obrigado, de coração. Que seu comentário beneficie não só a mim, mas a todos que o lerem e sobre ele refletirem com sinceridade. Bjo e obrigado

  7. Washington Oliveira disse:

    Caro Marcelo, há cerca de 10 anos atrás eu cometi a petulância de comentar com uma pessoa que eu me julgava uma pessoa plena. A partir daí a vida me mostrou o quanto eu era fraco e não pleno. Mas foi também nesse momento que eu tive contato com o Budismo e foi como “voltar para casa”. Não sou o que se pode classificar como um “praticante”, mas sempre que me aproximo do Budismo, eu gota me reconheço no oceano, e tenho paz, serenidade e força para o que vem e o que vai. Forte abraço.

  8. Washington, interessante, não é mesmo? “Voltar para casa”… Encontrei minha casa no budismo. Há um ditado em inglês, ainda quase Celta, que dizia já nos idos de 1644, por Sir Edward Coke (1552-1634): ‘For a man’s house is his castle, et domus sua cuique tutissimum refugium’ (‘One’s home is the safest refuge for all’)”, i.e., nossa casa é nosso castelo. Para mim o budismo é isso, o meu castelo espiritual. Mas vezes há que nosso castelo sofre ataques por todos os flancos, como disse, em dez direções. Acredito que a melhor defesa é o refúgio, o meu refúgio no Buddha, o Lama, no Dharma e na Sangha. Suas palavras mostram o suporte da Sangha nessas horas e, para dizer ao certo, em todas as horas, até mesmo nas horas de extrema felicidade para nos alertar que ela certamente não será duradoura, pois está contaminada pela impermanência. Obrigado por suas palavras que beneficiam não só a mim, mas todos que lerem seu comentário.

  9. Flavia Pate disse:

    “You know we all have Buddha nature. That means at some point, we’ll all become fully awakened. Are you ready? Maybe tonight you’ll become fully enlightened. Are you ready? It could be very inconvenient. What about all the plans that you’ve made about where you’ll go? You’re depending on not waking up, aren’t you? Maybe you shouldn’t have made any plans.”

    -Lama Tharchin Rinpoche

    This has been haunting me for the passed month. I’m not ready, but you are.

    I love you, daddy-o.

  10. Marcelo Thiollier disse:

    Querida, aprendi nesses anos que nós, ocidentais, temos uma compreensão bastante diferente da lógica oriental. Especialmente, notei isso nas traduções de textos e ensinamentos budistas. Tharchin Rinpoche é da mesma escola do budismo tibetano que pratico. É o budismo Vajrayana, o mais avançado e último dos ensinamentos do Buda. Assim, você deve sempre compreender essas citações dentro de um contexto mais amplo. O que posso lhe dizer é que nada disso deveria estar “haunting you” porque ele não está dizendo para que se largue tudo na vida, raspe a cabeça e viva monasticamente. Esse não é o budismo Vajrayana. Mas é somente que não tenhamos nem apego, nem aversão às coisas da nossa vida. E isso quer dizer que você pode, é claro, fazer seus planos, mas tenha em mente que eles não são definitivos porque nada dos fenômenos mundanos é definitivo, pois todos são impermanentes, e uma hora, ou outra se irão, quer pela mundança das suas causas e condições, quer pelo fim da vida. Assim, como diz o mestre que trouxe para o Brasil o budismo Vajrayana, e cujo livro eu lhe dei, Portões da Prática Budista, por Chagdud Tulku Rinpoche, — “no hope, no fear”, e aproveite a vida, mas pense sempre no seu caminho espiritural, dentro de sua religião, pois ele é o seu real refúgio, querida. Beijos e muita saudade, meu amor.

    • Flavia Pate disse:

      TE AMO. you know just how to explain these things. you’re half of me, and i couldn’t be happier about it.

  11. Germana disse:

    Marcelo, que conversa mais linda essa que vc e a Flavia tiveram!
    Flavia, vc me emprestaria essa mensagem do Lama Tharchin Rinpoche?

    Com muito carinho
    No dharma,

    • Germana, o Dharma é mesmo tão especial. Acabo de receber seu comentário, que me chega, também, via meu celular, e, simultaneamente, toca meu telefone e é a própria Flávia, lá do outro lado da linha, nos Estados Unidos. Na hora, li para ela o seu lindo comentário e ela me disse que não há o que emprestar porque ele também é seu. E eu digo o mesmo quanto a toda a nossa conversa, pois o Blogsattva é isso, a interação e integração da Sangha, que espalha as nossas experiências a todos os cantos do mundo por esse Blog maravilhoso que é replicado Internet a fora. Sim, claro, tudo aqui no Blogsattva é de todos. A Flávia deixou um beijo para você e aqui fica também o meu carinho.

  12. Flavia Pate disse:

    Ge! LOGICO que empresto!!
    Meu pai e’ tudo de bom mesmo, nem acredito que ele e’ meu as vezes! 🙂

    much love, Flavia

  13. Moriah disse:

    Marcelo,

    Moro em Israel, Tel-Aviv, aqui nao tem Lama, nem Templo, me agarro no mala e acumulo mantras, me seguro em Tara e na Lama. Se este for meu ultimo momento, vou continuar a praticar e me lembrar dos mantras, dos ensinamentos da Lama, das 4 nobres verdades. Nao tenho experiencia, sou novata, nao sei todos os mantras,nem tenho todo o material para a pratica, so tenho a iniciacao de Tara, que recebi no ano passado, quando estive no Odsal Ling para os 100 mil tsogs, e algumas sadanas. A motivacao me empurra. Nao fique triste, coragem, voce nao esta so. Estamos todos juntos, a separacao e uma ilusao.

    No Dharma,

    Moriah

  14. Querida Moriah, que lindo incentivo e apoio, vindo de tão longe e de um país onde certamente a prática budista não é muito apreciada. Mas aí está você com sua sadana de Tara, uma jóia em si mesmo, praticando e beneficiando a todos os seres e ainda arranja um tempinho para escrever palavras tão maravilhosas. Continue firme com sua prática, que e muito mais difícil sem a presença e a intervenção do Lama. Hoje na prática de Tara, no Odsal Ling, Lama Tsering mudou um pouco e nos fez meditar e contemplar a prece de abertura que fazemos ante do início da prática de Tara concisa. Você estava em minha mente o tempo todo; pensei: que maravilhoso a Moriah em Israel seguindo a prática com suas poucas sadanas e nós aqui com todo esse apoio da da Lama Tsering, da Sangha. Interrompi a meditação em minha mente para rezar por você, para que todos os Buddhas e Bodisattvas das 10 direções e Tara estejam sempre iluminando o seu caminho e que você tenha a oportunidade de voltar ao Brasil para praticar com toda a Sangha e sentir o calor da união que ela nos transmite. Um beijo e muito obrigado.

  15. Elizabeth Santos disse:

    Querido Marcelo,
    Há dias seguidos seu post ecoa na minha mente com ‘n’ reflexões sutis. Leio e releio várias vezes querendo entender, absorver, fixar, decodificar….
    Antes de mais nada, agradeço de coração essa mensagem que calou fundo em meu coração, especialmente, a todas as respostas incentivadoras que nos faz lembrar da força da sangha e dos ensinamentos de nossos amados mestres.
    Fique certo que sua angústia saudosa em relação ao gonpa e aos Lamas não é sua exclusividade. Sinto-me exatamente assim como vc. Quiçá de muitos de nós irmãos vajra. Peço permissão a todos para esse compartilhar muito especial.
    Nesse ano do tal do ‘tigre’ trouxe o amadurecimento de um carma muito maior do que posso dar conta – intenso sofrimento do sofrimento. Vivo o pior papel da minha vida sendo cuidadora de uma mãe idosa – 83 a – com Alzheimer. Minha vida pessoal e profissional congelou no tempo e sem previsão de volta. Outro dia, pelo telefone e para acalmar meu desespero, Lama Yeshe em sua imensa compaixão e sabedoria disse algo assim: “eis a sua prática de bodistava”….. (em off)… Às vezes penso que talvez seja muito maior que a própria prática formal….
    Enfim, com essa missão em mãos, não tenho condições e nem tempo de ir ao Gonpa de Curitiba, ir diversos ensinamentos e retiros. Sequer fui ao Sogyal Rinpoche e nem poderei ir aos Tesouros do Chagdud Rinpoche. Já imaginaram o que isso significa para uma aprendiz de praticante? Ou melhor, para uma aprendiz de aprendiz de aprendiz de praticante……
    Ahhh…e como tudo isso me faz falta em todos os sentidos. Aí me apego aos livros, ensinamentos, vídeos, as práticas formais em casa quando possível de fazê-las, esse lindo e abençoado blog, etc. Um verdadeiro bálsamo que me fortalece a cada dia, mas lá no fundo vem aquela vontade de ir, de rever os mestres de pertinho, principalmente, nosso querido Jigme Tromge Rinpoche, todos os Lamas e muito mais.
    Novamente, respiro fundo e volto ao ponto central dessa avassaladora experiência/ missão. Relembro do precioso ensinamento da “impermanência que tudo permeia”. Afinal, tudo passará….coisas boas ou não! Bendita impermanência!!! C’est la vie samsárica!
    Que todos vcs tenham plena consciência que o desfrutar dos ensinamentos, retiros e a presença dos Lamas é um mérito incomensurável. Aproveitem muito e dediquem esse siddhi. Regozijo-me!!! Aproveitem sempre por todos nós, os ausentes.
    Refaço, também, a cada dia votos de aspiração de dias melhores para todos nós com muita prosperidade espiritual.
    Beijos no coração de todos! Feliz Natal! Que 2011 seja de chuvas de bênçãos.
    No dharma, com carinho

  16. Marcelo Thiollier disse:

    Querida Elisabeth,

    Seu comentário não só me comove, mas me move, ainda mais, a persistir, persistir, persistir. Seu comentário emociona-me, arrepiado que fiquei, ao ler palavras tão belas sobre seu apoio e incentivo, sobre os Lamas, os retiros e o Blogsattva. É encostando minha mente e meu coração em seu ombro, à distância, que sinto a força de toda a inspiração de suas palavras, de seus conselhos e de sua experiência presente.

    —- O que dizer senão agradecer, o que falar senão para lhe aplaudir, e daqui também tentar lhe apoiar, e à Tara pedir, que nessa experiência que agora você vive, lhe traga o conforto que com seu post tive, lhe traga a benção dela e de todos os Budas, do Lama que nos conforta e nos ama, enfim, queria lhe dizer, de coração aberto, o quanto seu comentário foi certo, e tão importante para mim. —-

    Força na prática, agarre-se ao seu refúgio, à Sangha, e siga em frente praticando conforme seu Karma evolui e ao mesmo tempo auxiliando sua mãe em tudo que ela precisar, pois acredito que mesmo sofrendo dessa doença, que a tantos assola por esse mundo a fora, a essência da mente de sua mãe está lá com toda a luz búdica que todos nós temos.

    Muito obrigado por esse comentário tão especial. Fique certa que eu, também, li e muitas vezes li novamente suas palavras.

    Um beijo carinhoso, para você e sua mãe.

  17. Elizabeth Santos disse:

    Querido Marcelo,
    Sinceramente, agradeço sua compaixão, preces e as palavras de incentivo e apoio. Tentar ser uma aprendiz de bodisatva em ação no cotidiano é um desafio a cada dia, instante que requer muita coragem, sabedoria e lucidez que estou muito longe de ter ou alcançar. Entretanto, é um grande aprendizado pela intensa dor.
    Também agradeço muito a existência desse mágico blog, haja vista, que nos remete e nos aproxima aos ensinamentos, aos Lamas, da preciosa sangha e tudo o mais.
    Esse blog é um verdadeiro siddhi!!!!
    No Dharma, com carinho

  18. Querida Elisabeth:

    Suas palavras, tão lindas, vêm também incentivar todos aqueles que passam por situação semelhante e que acompanham o Blogsattva. Eles vêem nos seus comentários, certamente, um espelho ou semelhança do que também experenciam no cotidiano da vida, tentando aplicar os ensinamentos que recebemos de nossos Lamas. Com todas essas dificuldades, na minha maneira de ver, somos abençoados por termos Lamas tão próximos de nós e que se dispõem a nos ensinar. E o Blogsattva tem como missão exatamente essa interação entre a Sangha, quer sejam dos residentes, quer dos voluntários, praticantes ou mesmo aqueles que buscam ou se deparam, aqui, com alguma conexão com o Dharma. Obrigado por seu lindo elogio ao Blogsattva. Divulgue-o, incentive as pessoas a subscreverem o Blog na página inicial de cada post. Lá há um campo para isso. Quanto a mim, posso somente dizer que escrevo com o coração, exprimo o que sinto, muitas vezes temeroso de sentir e de reconhecer. Mas procuro sempre voltar-me para o meu refúgio, como sempre aconselhado por nossos irmãos da Sangha e por nossos Lamas. Sei que, muitas vezes, isso se torna de difícil execução, mas sento-me em minha almofada, ou em minha cama, e procuro praticar, vejo-me, ora aqui, ora lá, buscando trazer minha mente presente por mais que o Samsara drague-me em direção oposta. Há vezes que venço, há vezes que não. Mas não é este o caminho? Assim, querida Elisabeth, veja que não está só, quer na experiência samsárica, quer na busca do caminho da iluminação para beneficiar a todos os seres. Obrigado, mais uma vez, por suas palavras.

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