Khadro Ling, um Janeiro Inesquecível: Khadro Ling, an Unforgettable January

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Foi um início de ano especial esse 2011, este janeiro inesquecível. Incompreensível, tantas foram as bençãos desse Janeiro inesquecível. Gente de todas as Sanghas – no caso do Odsal Ling, inclusive, os residentes em quase a sua totalidade – e também do exterior, dirigiram-se rumo ao Sul do país para atender a eventos memoráveis no Khadro Ling. O Odsal Ling ficou quase desabitado, não fossem o amor e a compaixão daqueles que se ofereceram para lá ficar e tomar conta do Templo em prol de seus pares. Sobre eles, veja este belo Artigo publicado no Blogsattva.

No Khadro Ling, para começar, tivemos os “Tesouros de Chagdud Tulku Rinpoche”, com iniciações dadas por seu filho, Jigme Tromge Rinpoche, de raríssima oportunidade.

Jigme Tromge Rinpoche em Tesouros de Chagdud Rinpoche

Quase 500 pessoas estiveram lá presentes, lotando a sala de meditação. O Blogsattva publicou um Post especial sobre este evento que pode ser visto neste link.

Seguido desse início esplendoroso, o Khadro Ling dividiu-se em retiros separados, cada um deles tocantes em si só, um a um, especial, de raríssima generosidade e cujas palavras, para descrevê-los, prendem-se enraizadas em nossos corações, pois é de difícil dizer o que se sente tão profundamente e que nos toca de forma inesquecível. Mas assim mesmo tentarei…

O “Retiro de Powa e Amitaba – Morte e Morrer”, foi conduzido por nossa Mestre Vajra, Chagdud Khadro, e do qual participei e que teve para mim um caráter muito especial. Aguardava-o por anos. E valeu a pena esperar cada um deles com paciência, pois Khandro-la, como carinhosamente é chamada, nos recepcionou com toda a sua bondade, elegância e sabedoria que nos deixava boca e aberto a cada sessão.

Chagdud Khadro by Ronai Rocha

Ouví-la foi como deixar a sabedoria permear o ambiente de forma que transcendia o nosso entendimento ordinário. Conseguíamos absorver o dito e o não dito porque tudo parecia brotar de sua mente e penetrar nas nossas. Algo indiscritível. E tratando-se de um retiro de Powa não posso, obviamente, sobre ele me detalhar. Mas posso deixar aos leitores dois registros : o primeiro, de não deixar, de forma alguma, passar uma oportunidade dessas quando ela novamente surgir; o segundo, de que o resultado de nossa prática foi de tal ordem positivo que os participantes criaram um grupo de Powa por meio do qual todos são notificados imediatamente no caso de um falecimento, de sorte a que o grupo possa simultaneamente iniciar a prática de Powa que nos foi ensinada em benefício daquele que se foi. Este foi um resultado especial e tornou-se possível por meio dos benefícios materiais da Internet e pela determinação das bençãos que nos foram generosamente transmitidas por Chagdud Khadro.

Maíra, tradução e atenção a todos impecáveis

O retiro contou com o auxílio de nossa querida Marta Rocha (não localizei sua foto Marta, que pena!), sempre respondendo nossas perguntas e coordenando as atividades.

E ainda contou com o auxílio imprescindível àqueles não fluentes na língua inglesa que compareceram à prática. Com perfeição impecável, ajuda enraizada no coração e muita compaixão, Maíra Rocha estava lá do nascer ao por do sol e noite a dentro, sempre afável a todos nós, fazendo com que a barreira linguística simplesmente se dissolvesse no espaço em benefício daqueles que não dominavam o inglês. Incrível!

O segundo retiro foi o retiro do “Ngondro”, conduzido por nossas queridas Lama Sherab Drolma e Patricia Zebrauskas.

Patricia Zebrauskas, simpatia e carinho

Com todos com quem falei sobre esse retiro, só ouvi elogios e vi expressões de tanta felicidade. Afinal, lá estavam elas a incentivar e ensinar os participantes nesta que é uma prática extraordinária e necessária — o Ngondro.

O terceiro retiro foi o de “Shamata da Linhagem Tromge”, dado por Lama Sherab Drolma, uma Lama incansável que conduzia dois retiros simultaneamente.

Lama Sheraba, incansável amor

Quisera eu poder ter feito este retiro também. Mas estou de olho no próximo —   podem acreditar… Quase quatro semanas só de meditação. Esplendoroso!

O quarto retiro foi um retiro especial: o da “Prática de Rigdzin Dupa” com Sibele Correa na coordenação. Aqueles que não a conhecem deveriam.

Sibele Correa com Chagdud Rinpoche

Ela é incansável, carinhosa e uma tradutora de Inglês e Tibetano sem comparações. Não deixo de ouvir até hoje os tambores da prática romper a madrugada às 4:00 da manhã e os sinos que os acompanhavam e que, mesmo os participantes não sabendo, ajudavam-nos, no retiro de Powa, em nossa meditação, a qual ocorria no mesmo horário. Às vezes, dava-me vontade de para lá correr, pegar meu tambor e meu sino de viagem e com eles praticar.

E assim foi esse janeiro de 2011 no Khadro Ling, que passou como uma estrela cadente, tão intenso e maravilhoso o tempo que não se viu passar,  para que logo me visse, eu de volta a casa a olhar, enquanto o Retiro de Vajrasattva seguia pelas 6 semanas programadas por nossa querida Lama Tsering, em benefício de todos os seres, o tremular de nossas silentes bandeiras, no Odsal Ling, a lembrar-me do meu retorno.

 

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Sobre Marcelo Thiollier

No caminho, felicidade tem outro nome. On the path, happiness has another name.
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2 respostas para Khadro Ling, um Janeiro Inesquecível: Khadro Ling, an Unforgettable January

  1. vera disse:

    Caro Marcelo, sua descrição de janeiro vajra é maravilhosa; eu participei dos ensinamentos de Jigme Rinpoche, que foram inesquecíveis…imagino o resto do Mês! Que as bênçãos das práticas deste mês sejam estendidas a todos os seres sencientes!

  2. Querida Vera:

    Grato por seu comentário. Foi mesmo um janeiro Vajra. Você usou a expressão corretíssima. Pena que você não pode ficar pelo resto do mês. Mas quem sabe em uma próxima vez? Veja eu quanto tempo esperei pelo Retiro de Powa, anos… E ele chegou de forma tão maravilhosa, completa e cheio de bênçãos.

    PS: divulgue o Blogssattva ele conta experiências que podem criar conexões importantes com outras pessoas e o Dharma. Bjos

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