Death is very likely the single best invention of Life: A Morte é muito provavelmente a grande invenção da Vida

O Começo - The Beginning

Bilingual Post

Tive o prazer de ter conhecido pessoalmente Steve Jobs e  participado de projetos liderados diretamente por ele. Steve faleceu hoje aos 56 anos de idade. Foram muitos os encontros e jantares em Palo Alto, na California, e alguns em Seattle, em Washington. Por ele fiz hoje a prática de P’OWA, uma tradição do budismo tibetano para os que falecem.

I had the pleasure to have personallyy met Steve Jobs and participated  in projects directly led by him. Steve died today at the early age of 56 year old. We had several meetings and dinners in Palo Alto, California, and Seattle, Washington.  For him I have made my P’OWA practice, a tradition of the Tibetan Buddhism for those who pass away from this life. 

Sempre considerei Steve um gênio que teve tudo e do nada veio, perdeu tudo e ganhou tudo. Porém, o mais impressionante, para mim, foi o que ele falou fazem duas semanas, algo que me tocou ao fundo:

I always considered Steve a genius. He had everything though he came from nothing, he lost everything and won everything. However, what really impressed me was what he just said a couple weeks ago, which touched me deeply.

“No one wants to die,” he said. “Even people who want to go to heaven don’t want to die to get there. And yet death is the destination we all share. No one has ever escaped it.

“And that is as it should be, because Death is very likely the single best invention of Life. It is Life’s change agent. It clears out the old to make way for the new. Right now the new is you, but someday not too long from now, you will gradually become the old and be cleared away. Sorry to be so dramatic, but it is quite true.

“Our time is limited, so don’t waste it living someone else’s life. Don’t be trapped by dogma — which is living with the results of other people’s thinking. Don’t let the noise of others’ opinions drown out your own inner voice.”

“Ninguém quer morrer. Disse [Steve]. “Até mesmo aqueles que querem ir para o céu, não desejam morrer para chegar lá. Mas, mesmo assim, a morte é o destino que todos nós dividimos. Ninguém dela jamais escapou.

“E, assim é como deveria ser, pois a ‘Morte é muito provavelmente a grande invenção da Vida‘. É o agente transcendente da vida. Claramente exclui o velho para dar espaço ao novo. Neste momento, o novo é Você, mas algum dia, não tão longe do agora, Você gradualmente tornar-se-á o velho e estará claramente no seu caminho [para deixar-nos]. Desculpem-me por ser tão dramático, mas esta é a grande verdade.

“Nosso caminho é limitado. Portanto, não perca seu tempo vivendo a vida de outras pessoas. Não caia na armadilha do dogma — que é viver o resultado do pensamento de outras pessoas. Não deixe que os ruídos da opinião dos outros afoguem a sua voz interna [e secreta].”

Steve P. Jobs - 1955~2011

For those who new him, know of his generosity and the immense merit he must have had from previous lives. His words a couple weeks prior to his death show that his mind met Death before his body encountered It.

Para aqueles que o conheceram, sabem de sua generosidade e imenso mérito que detinha de vidas passadas. Suas palavras, semanas antes de sua morte, demonstram que sua mente se viu frente a frente com Ela antes mesmo que seu corpo a tivesse encontrado definitivamente.

Steve finally met the ultimate impermanence of this life. He is now living thruough the Death “Invention”.

Steve encontrou-se com impermanência absoluta desta vida. Ele está agora vivenciando a “Invenção” da Morte.

On a final note that many may not have been aware of, Steve was a Buddhist, and the Buddhist of Tibet made him this final homage below.

Em uma nota final, que muitos talvez  não soubessem: Steve Jobs era budista, e os budistas do Tibet a ele fizeram a homenagem abaixo.

Desenho por Sertha, Tibet - Design from Sertha, Tibet

A Tibetan Homage - Uma Homenagem Tibetana -- Art: Sertha, Tibet - Arte: Sertha: Tibet

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Sobre Marcelo Thiollier

No caminho, felicidade tem outro nome. On the path, happiness has another name.
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17 respostas para Death is very likely the single best invention of Life: A Morte é muito provavelmente a grande invenção da Vida

  1. James disse:

    Muito obrigado Marcelo pelo seu artigo

    • blogsattva disse:

      Obrigado, James. O que mais dizer? Ele era um cara maravilhoso, um amigo dos amigos, um amigo dos inimigos. Do quanto o conheci, posso testemunhar a sua nobreza e seu coração maravilhoso, um ser generoso, que merece um nascimento precioso. Que ele tenha uma breve passando pelob Bardo.
      Thanks, James. What else to day? He was a wonderful person, a frind of the friends, a friend of his enemies. For all I personally knew him, I can testify of his nobility and great heart, a generous being who deserves a precious human rebirth. May he be blessed with a quick passage through the Bardö

  2. Washington disse:

    Querido Marcelo,

    A impermanente fonte se foi, mas sua luminosidade permanece refletindo no intersendo de tudo, do todo.

    Agradecido por seu texto. Saudações de Paz!

    • Marcelo Thiollier disse:

      Caro Washington:

      Obrigado por seu comentário, sem sombra de dúvida, a luminosidade permanece. Muitos não conheceram a generosidade desse gênio. Ele sempre manteve sua vida particular de forma privada, mas eu que tive a oportunidade e graça de conhece-lo, sei de seus projetos de ajuda ao próximo e de generosidade sem troca, sem fama; e porque não dizer também do que suas invenções trouxeram para o nosso mundo, unificaram os povos e contribuíram, mesmo que de forma indireta, para a paz. As gerações que virão estarão mais e mais próximas e isso evitará a fome, a miséria, a guerra e tantas outras desgraças que o ser humano cria para si mesmo.

  3. Lúcia Brito disse:

    Uma linda homenagem a uma pessoa de mente luminosa, que ajudou a definir o século XX e o início do século XXI, que, ao expandir nossos mundos pessoais com os PCs e smartphones, nos aproximou uns dos outros.

  4. Marcelo Thiollier disse:

    Querida Lúcia:

    Suas palavras dizem tudo e um pouco mais. Dizem de nós como indivíduos e como coletividade; sim, Steve era tudo isso e muitas tantas coisas mais, que poucos sabem, mas que um dia a história contará ao mundo o quanto ele fez pela humanidade.

  5. Bonnie disse:

    Que post bonito! o Steve foi um cara sensacional! Vlw Marcelo!

  6. Marcelo Thiollier disse:

    Bonnie: obrigado pelo elogio, não o mereço, com certeza. Escrevi esse Post no momento em que soube da passagem de Steve. Acho mesmo que não fui eu que o escrevi, mas — sim — meu coração. Sentirei saudades dele e dos tempo em que com ele convivi. Foram tempos maravilhosos e a interdependência dos fenômenos é a beleza da vida, não é mesmo? Eles nos ligam a um “continuo” de momentos de nossa vida. Mais uma vez fico muito grato por seu comentário. Abs – Marcelo

  7. Ariany disse:

    Querido amigo da sangha,
    Como te contei, repassei o link para meus colegas de trabalho. No mesmo prédio temos 2 áreas: informática e artes gráficas. Somos professores, na verdade, de cursos livres para a comunidade. Temos laboratórios das plataformas Macs e Windows. Todos nós, temos a admiração que o mundo inteiro tem pela tecnologia da Apple e trabalhamos com ela há muuuuito tempo. Aos poucos cada um foi adquirindo um de seus produtos e sempre compartilhamos momentos em relação ao manuseio, aos aplicativos, acompanhamos os novos lançamentos, etc. Ficamos verdadeiramente chocados com sua morte.
    Ao repassar o link do seu post expliquei a eles o que significa a prática de P’owa – que você mencionou ter feito – uma colega me respondeu dizendo que ficou muito arrepiada. Vieram a mim alguns ‘parabéns’ e ‘obrigado(a)’ pelo e-mail.

    Assim como eles, eu não sabia que Steve Jobs era budista (que desinformada eu, hein?!), então repassei o link hoje por causa da suas considerações finais. Logo te escrevo novamente…

    Beijos

  8. Querida Ariany:

    Obrigado por comentar diretamente no Blogsattva. Eu também trabalhei muitos anos na sua área, especialmente no Estados Unidos, quando conheci Steve e pude dividir minha amizade com ele. Não posso dizer que fiquei chocado com a passagem de Steve, pois já a esperava, visto o seu estado de saúde nos últimos meses. Ele deixou um legado não só na área da tecnologia — e olha que legado ! — mas um legado de generosidade, felicidade e de muito amor. Fiquei tão contente por você ter explicado a seus amigos sobre o P’OWA. E ver que as pessoas se impressionaram com ela. Sim, Steve Jobs era budista, mas como tudo em sua vida particular, ele disso não fazia alardes, nem mesmo de suas contribuições nas áreas social e humana. Fiquei emocionado com a contribuição dos Tibetanos em sua homenagem a Steve. A razão, para que eu deixe aqui registrado, é que ele fez questão de incluir o idioma tibetano dentre as línguas suportadas pelos produtos Apple. Isso abriu um horizonte imenso para aquele povo tão sofrido. A imagem foi-me passada por outra Colega budista, a Lúcia, do grupo Budistas e Simpatizantes, do qual também faço parte (veja no FB, sobre este grupo). Enfim, mais uma vez, fico muito agradecido por suas palavras e suas ações em divulgar o Dharma. Bjos, com carinho, Marcelo

  9. Ariany disse:

    Ah, sim, todos nós “esperávamos” sua passagem devido seu estado de saúde nos últimos meses. O “choque” seria mais como “enfim, aconteceu!”. Mais cedo ou mais tarde a morte se torna comum a todos. O pouco conhecimento que tenho de P’OWA, Marcelo, já fez uma grande mudança em minha mente a respeito da morte. Em relação ao Steve, fiquei mais aliviada pela sua dor física ter terminado (isso na verdade aprendi a desejar desde criança ao ver minha querida avó em estado terminal de câncer) e saber que em seguida essa vida lhe trará bons frutos – além do reconhecimento profissional que ele teve e alcançou no mundo inteiro (que sabemos ser impermanente). É ótimo saber que ele conheceu e se aprofundou no Dharma, que você o conheceu nesse caminho também, e que contribuiu para a cultura tibetana tanto quanto eles têm nos contribuído.

  10. Ah, sim, Ariany, entendo profundamente o que você diz. Procure se aprofundar mais sobre a prática de P’OWA, ela é linda. Cheque sempre no site do Odsal Ling (www.odsalling.org) ou no site do Khadro Ling (http://br.chagdud.org) para ver quando serão os próximos ensinamentos, iniciações e palestras sobre essa prática. Com carinho, Marcelo

  11. Ariany disse:

    Thankx! Vou procurar me aprofundar.

    Mas eu não achei e não entendi o que disse: “veja no FB, sobre este grupo”. Acho que pertencemos ao mesmo grupo, Marcelo. Frequento há apenas 3 anos o Centro Urbano e o templo Odsal Ling… Já te vi por lá! ;-]

    Beijos

  12. Que bom que você está frequentando. Vá mais ao Odsal Ling. Há ensinamentos da Lama Tsering todos os domingos a partir das 10:00hs e a prática, em português, às 8:00 hs. No sábado a prática é em tibetando e tradicional. Quanto ao grupo do Face Book, chama-se “Budistas e Simpatizantes”, tem excelentes coisas lá. Ah: nesse fim de semana até 4a feira haverá a prática e retiro dos 100 mil Tsoks. Mas é necessário ter iniciação de Tara que se dará pela manhã neste sábado. Se você não tem iniciação de Tara, vale a pena ir lá (veja detalhes no site do Odsal Ling). A iniciação de Tara é o início de suas iniciações para seguir o caminho da escola Nyngma do budismo tibetano, que praticamos. Não é sempre que Lama Tsering dá essa iniciação e seria super legal você conseguir ir até lá. Bjs, carinhosos, Marcelo (PS: se nos encontrarmos, pois estarei lá par ao Retiro, vamos nos falar…)

  13. Ariany disse:

    Nossa, agora que entendi FB: Facebook. É que eu falo “Face” rs
    E FB é abreviação de Fundação Bradesco, onde trabalho ;]
    Fiquei confusa =P

    Até domingo!

  14. tsultrim disse:

    Que interessante saber que vc conheceu este grande figura.
    Li o seguinte artigo tambem hoje e pensei nesta sua entrada no blog, acho que devido à menção iPad …

    http://blogs.reuters.com/photographers-blog/2011/07/29/me-and-the-man-with-the-ipad/

    boassatvas!

  15. Steve fez muito pelos famintos da terra. A diferença com outros bilionários do mundo é que ele não fazia disso um estardalhaço mercadológico. Em sua vida privada, Steve em nada usava o seu poderio intelectual de um dos maiores marketeiros que a indústria de tecnologia viu nascer. Ele era verdadeiramente “low key”, talvez por ser Zen Budista, quem sabe. Obrigado por seu comentário e pela matéria do seu link. Ela nos faz lembrar o quanto o mundo ainda tem que progredir para diminuir esse “gap” terrível que existe entre os ricos (todos eles, maiores, médios ou menores) e os famintos.

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